Talash (1969)


Anupama Chopra conta no livro Sholay: The Making of a Classic que Rajendra Kumar duvidou do sucesso do filme por não haver a presença de uma forte figura materna. Este não é um problema de forma alguma para Talash ("Busca"), um thriller romântico - se é que isso existe - de 1969 cuja história e título são baseados na importância das lições que uma mãe deixa para o filho. Cinema indiano antigo em seu máximo.

Rajendra interpreta Raj Kumar, um jovem determinado que decide trabalhar para melhorar de vida e apoiar sua mãe, interpretada por Sulochana Latkar. Como sempre ocorre em filmes antigos, a mãe não tem nome e vive apenas para...bem, ser mãe e dar grandes lições de vida. Raj descobre que a mãe mentiu sobre suas condições de vida para que ele pudesse estudar tranquilamente, tendo na verdade passado todos aqueles anos trabalhando arduamente como costureira. O rapaz entra para o escritório do milionário Ranjit Rai (Balraj Sahni) e sua honestidade e competência logo o fazem crescer na carreira. É então que viaja para o interior e se apaixona pela jovem e pobre Gauri (Sharmila Tagore). Ao voltar à cidade, descobre que a filha de seu chefe é idêntica à Gauri e um dilema se instaura em sua vida: deve manter a promessa feita à inocente Gauri ou escolher a rica Madhu?


Escrever o parágrafo anterior parece mais fácil do que realmente o foi, pois na primeira metade de Talash era praticamente impossível entender do que o filme se tratava. Associada à história principal é desenvolvida em paralelo (ou menos em paralelo do que deveria) a história de Lahchu, o melhor amigo de Raj que se apaixona pela dançarina Rita (Helen) e tenta ajudá-la a livrar-se de uma história de extorsão na qual ela e seu pai vivem há anos. Não é incomum no cinema indiano que o coadjuvante que funciona como alívio cômico ganhe mais tempo em cena do que o necessário para algumas piadas, porém o enorme tempo dispendido na história de Rita e Lahchu me pareceu estranho. Logo após o término do filme pesquisei e descobri que Lahchu foi interpretado por O.P. Ralhan, que vem a ser simplesmente o diretor do filme. Repentinamente foi fácil entender o porquê de tanta dedicação a uma história dispensável.

Apesar de o excesso de tempo ser desnecessário, a consequência boa de acompanhar a história de Lahchu e Rita é poder ver a sensacional Helen em mais musicais do que a média. Kar Le Pyaar é um divertido musical de cabaré com o nível alto de energia que só mesmo Helen consegue manter neste tipo de número musical. Mera Kya Sanam em particular me entreteu muito e fez lembrar como eu achava Helen uma dançarina esquisita, com seus passos desinibidos e sacudidas de um lado para o outro. Hoje vê-la dançando é motivo para eu perdoar qualquer filme ruim e passar alguns minutos sorrindo um pouco.


Sharmila Tagore é uma presença que me encanta cada vez mais no cinema antigo. Além da evidente beleza, tenho a impressão de que consegue conferir certa dignidade a qualquer personagem, seja uma mulher mais submissa ou livre. É fácil lembrar de cenas suas em filmes e não apenas dos clipes, o que acredito ser uma evidência de que nunca foi apenas um acessório para conferir beleza. Seu papel duplo em Talash não chega nem perto de um papel substancial como teve em Aradhana e muitos dos seus momentos podem ser resumidos como Gauri se jogando aos pés de Raj ou Madhu se jogando em cima dele, porém a transição de jovem pobre para milionária é bem convincente - mesmo que eu a tenha confundido com a Helen quando apareceu com cabelos loiros e olhos azuis.


Rajendra Kumar nunca teve das atuações mais brilhantes, mas sempre seguirá como um dos meus favoritos. Seus personagem neste filme vive basicamente o conflito entre ambição e moral, passando a imensa parte do tempo olhando profundamente para o além e tentando decidir qual caminho seguir. Já havia visto Rajendra sofrendo e costumo acreditar em sua dor, mas provavelmente Talash foi o filme em que mais dei risada de um clímax dramático. Rajendra gritava, batia no peito, puxava os cabelos, arregalava os olhos e jogou todas as estratégias para transmitir desespero de que pôde se lembrar. Àquela altura eu já não esperava muita coisa do roteiro louco do filme e apenas segui apreciando a presença de um ator tão querido, presença forte dos anos 60.


Talash poderia ser apenas mais um filme antigo esquisito, não fosse pela mistura desordenada entre thriller, comédia e romance que nunca chega a lugar nenhum. Mesmo com a condução confusa da primeira metade, ela certamente foi a parte em que mais gostei do filme, pois tudo caminhava bem enquanto víamos Sharmila Tagore em meio a montanhas e Rajendra amando sua mãe. Infelizmente o diretor, que também foi o roteirista, não soube bem onde queria chegar com tanta informação e acabou se perdendo. Ainda assim é uma experiência divertida assistir a tantos clipes bons e sempre se pode contar com o ponto alto do filme, que é a trilha irretocável de S.D.Burman - talvez o melhor produtor musical da antiga Bollywood (ou só meu favorito mesmo). Se as expectativas forem mantidas em nível baixo, vale pela curiosidade de ver um clássico. 

10 filmes para conhecer Bollywood

A maioria das pessoas tem alguma ideia sobre o que é Bollywood, mas nunca assistiu a um filme da indústria. Anos de memes convenceram o público brasileiro de que a indústria hindi de cinema não apenas é a única indústria de cinema da Índia, como é um lugar completamente louco em que todos dançam sem parar e fazem sequências de ação engraçadas. Estão errados? Nem tanto. Só que os fãs sabem da enorme variedade dos filmes da indústria ao longo desses mais de cem anos de história.

Hoje trago uma lista com 10 filmes que atendem a diversos perfis de fãs de cinema que querem conhecer a nossa indústria favorita. Pensei em algumas características que podem agradar a pessoas com gostos e necessidades diferentes. Todos os filmes são pós-anos 90, pois quanto mais próximos do nosso tempo, talvez mais fácil seja a apreciação da obra por reduzir o estranhamento inicial. Com certeza algum fará você se encantar.


10) NEERJA (O Poder da Coragem, 2016)

Perfil do fã: pessoas com pouca paciência para filmes longos e fãs de filmes dinâmicos.


O sucesso das duas exibições de Neerja na televisão mostra a identificação do público brasileiro com a produção. O filme conta a história real da aeromoça Neerja Bhanot, que salvou a vida de mais de 300 passageiros em um voo sequestrado por terroristas. O diretor Ram Madhvani mudou completamente a carreira de Sonam Kapoor, que após o filme passou a ser vista com respeito por público e crítica. O filme tem apenas uma música, nenhum musical e lembra um pouco aqueles filmes do Denzel Washington que acabam passando na televisão, mesclando tensão e drama. É um bom filme para os que não gostam de números musicais.

9) MY NAME IS KHAN (2010)

Perfil do fã: pessoas que gostam de histórias de superação com uma moral grandiosa por trás.

 

Pelo perfil melodramático no estilo clássico de Bollywood, ainda me surpreende o sucesso que este filme faz por aqui. Talvez seja pelo apelo à humanidade comum que nos une e é peça central do filme, emocionando a todos que o assistem. Em seu trabalho mais sério, Karan Johar conta a história de Rizwan Khan (Shahrukh Khan), homem diagnosticado com Síndrome de Asperger que vive com a esposa Mandira (Kajol) e seu filho Sameer (Arjan Aujla). Após a ocorrência dos atentados às torres gêmeas, a islamofobia afeta a vida da família gravemente e Rizwan empreende uma viagem pelos Estados Unidos com a missão de dizer ao presidente do país que seu nome é Khan e ele não é um terrorista.

8) LAGAAN (2001)

Perfil do fã: pessoas fãs de filmes clássicos grandiosos e realmente interessadas na experiência tradicional de Bollywood.




Lagaan tem quase quatro horas de duração, então é uma escolha arriscada, mas o sucesso do filme no Ocidente e sua indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro justificam sua presença na lista. O filme conta a história de uma pequena aldeia que sofre com a alta taxação de impostos durante a colonização britânica na Índia e cujos moradores arriscam tudo numa partida de críquete com os britânicos, devendo ficar três anos sem pagar o imposto sobre sua produção agrícola caso vençam e tendo que pagar o triplo de impostos em caso de derrota. O espírito combativo dos aldeões é personificado na figura de Bhuvan (Aamir Khan), que recebe o auxílio da doce inglesa Elizabeth (Gracy Singh) para ensinar aos aldeões como jogar críquete.

O filme tem os mesmos musicais grandiosos e espírito de orgulho nacional apresentados por Ashutosh Gowariker sete anos depois em Jodhaa Akbar e é uma experiência inesquecível para quem quer ter uma experiência completa de Bollywood.

7) KAHAANI (2012)

Perfil do fã: pessoas sem paciência para filmes longos e fãs de thrillers psicológicos.


Este thriller de 2012 já é considerado um clássico do diretor Sujoy Ghosh e conta a história de Vidya Bagchi (Vidya Balan), uma mulher grávida que anda por Calcutá coletando pistas que a ajudem a descobrir o paradeiro de seu marido desaparecido. As atuações de Vidya Balan e Nawazuddin Sidiqqui são memoráveis e o ritmo do filme mantém o espectador atento do início ao fim. É o filme ideal para apresentar àquele amigo que faz muitas piadas com Bollywood, pois o ritmo não causa estranheza aos acostumados apenas com Hollywood e o roteiro brilhante surpreende.

6) OMKARA (2006)

Perfil do fã: cults.



O diretor Vishal Bhardwaj levou anos para finalizar sua trilogia de Shakespeare, que incluiu adaptações de Macbeth (Maqbool, 2003), Otelo (Omkara, 2006) e Hamlet (Haider, 2014). A mais bem-sucedida foi Omkara, que traz Ajay Devgan no papel-título como o líder de uma gangue política que é sutilmente convencido pelo imoral Langda (Saif Ali Khan) de que sua amada Dolly (Kareena Kapoor) está tendo um caso com Kesu (Vivek Oberoi), outro companheiro da gangue. O filme traz uma Índia rústica e corrupta, representada por suas questões com castas, fraudes eleitorais e enorme violência. As cenas são fortes e o tom do filme é dramático e soturno. 

5) DEVDAS (2002)

Perfil do fã: apaixonados por melodrama e muito apuro estético.


Temos aqui o mesmo risco de Lagaan por ser um filme longo. Devdas é o filme que mais duvidei em pôr na lista, pois além de não ser fã, sei que um novato poderia se assustar com a opulência e o nível de drama em cada diálogo. Entretanto, noto que Sanjay Leela Bhansali é o responsável por encantar muitos fãs de cinema indiano, que encontram em seus filmes toda a beleza das danças, figurinos e cenários grandiosos que esperam encontrar em Bollywood.

Esta é a versão mais famosa do livro clássico Devdas, que conta a história trágica do romance entre Devdas (Shahrukh Khan) e Parvati (Aishwarya Rai), que se amam desde a infância e são afastados por suas famílias devido à diferença de classe social. O jovem Devdas se entrega ao alcoolismo por não poder viver seu amor e conhece a cortesã Chandramukhi (Madhuri Dixit) durante esse período.
 
4) YEH JAWAANI HAI DEEWANI (2013)

Perfil do fã: apaixonados por comédias românticas modernas.


YJHD é um filme jovem, feito por jovens e para jovens. O segundo filme de Ayan Mukerji traz quatro amigos resolvendo suas questões com o sentido de suas vidas, família e amor. O romance principal fica entre Bunty (Ranbir Kapoor) e Naina (Deepika Padukone), que entram em conflito por ele ser uma alma errante que quer descobrir o mundo e ela desejar o carinho e estabilidade de uma família. Musicais divertidos, belas locações e conflitos românticos dos romances mais típicos da Sessão da Tarde dão o tom deste filme leve.

3) JODHAA AKBAR (2008)

Perfil do fã: pessoas que gostam de romances e de filmes históricos grandiosos.



Este é um filme que se repete bastante como sendo um dos primeiros de vários fãs brasileiros de cinema indiano. O clássico histórico de Ashutosh Gowariker conta a história de amor entre o imperador Mughal Jalal-ud-din Muhammad Akbar (Hrithik Roshan) e a princesa Jodhaa Bai (Aishwarya Rai). Jodhaa Akbar é o clássico romance de Bollywood, com cenários grandiosos, centenas de figurantes, musicais de encher os olhos e uma trilha brilhante de A.R. Rahman. Funciona especialmente bem com fãs de filmes românticos, que imediatamente se apaixonam pelo casal principal.

2) TAARE ZAMEEN PAR (Como Estrelas na Terra, 2007)

Perfil do fã: pessoas que gostam de filmes para família.


A divulgação deste filme entre educadores brasileiros é impressionante e deve muito ao Ibirá Machado do Cinema Indiano. O filme de Aamir Khan conta a história de Ishaan (Darsheel Safary), menino inteligente e cheio de imaginação cujo espírito criativo vai sendo lenta e constantemente massacrado pelo sistema escolar e sua família. O professor Ram Shankar Nikumbh (Aamir Khan) percebe que o menino tem dificuldade de aprendizagem, descobrindo sua dislexia, e o ajuda a recuperar sua alegria. A atuação simples e realista de Darsheel Safary faz com que o espectador consiga acessar o mundo da criança, com suas dores e alegrias. Preparem os lencinhos.

1) 3 IDIOTS (2009)

Perfil do fã: pessoas que gostam de filmes para família. E todas as pessoas do mundo.


Não há outra escolha possível para o primeiro lugar, senão o filme pelo qual se apaixonaram todas as pessoas a quem já mostrei filmes indianos. Independentemente de quantos filmes a pessoa veja, este é sempre o favorito. Assim como Taare Zameen Par, 3 Idiots também aborda o cruel sistema educacional indiano, desta vez no ensino superior. Os amigos Rancho (Aamir Khan), Farhan (R. Madhavan) e Raju (Sharman Joshi) estudam Engenharia em uma das universidades de maior prestígio do país e sofrem com a rigidez do sistema e as pressões familiares pelo sucesso acadêmico e profissional. Rancho tem uma forma diferente de ver o mundo e enxerga os estudos como algo apaixonante e não uma sucessão de decorebas sem sentido, o que faz com que bata de frente com o diretor do instituto, nada carinhosamente apelido pelos alunos de Virus (Boman Irani).

Sucesso de crítica e público, 3 Idiots é a minha escolha básica quando não sei o que apresentar ou a pessoa é aberta a tudo. Tem comédia, romance, drama, música - tudo junto, como um bom filme indiano de entretenimento consegue fazer. Se não sabe por onde ir, comece por aqui e seja muito feliz.

Aconteceu em Bolly # 18




Hoje temos uma família com muitas saudades, alguém se mudando do país, sucessos de bilheteria, namoros improváveis, divórcios esperados, um retorno ao cinema com muitas lágrimas e a história de um dos relacionamentos abusivos mais famosos da indústria na Era uma vez em Bolly. Descubram o que aconteceu em Bolly!

Saudades

Se para os fãs a morte de Sridevi ainda não parece real, para sua família a dor é inimaginável. O produtor Boney Kapoor falou ao site Masala sobre como está sendo viver sem a esposa e criar suas duas jovens filhas, Khushi  e Janhvi:

"Estou tentando ser mãe e pai para as minhas filhas. Ela se foi repentinamente. Estes últimos meses têm sido muito difíceis. Tudo ficou paralisado em nossas vidas. Tantas coisas deixaram de ser ditas ou feitas. Agora finalmente estou juntando os pedaços e tentando retomar a minha vida pelos meus filhos. Há coisas  que foram pausadas. Estou tentando recomeçar a minha vida. Ainda tenho  que aceitar o fato de que ela se foi para sempre.

Sentimos a falta dela a todo momento. Até mesmo enquanto falo com você, sinto o vazio que ela deixou na minha vida."



Fonte: Masala.

Sucesso



Há alguns anos John Abraham entrou no ramo da produção para poder atuar no tipo de filme que não lhe ofereciam. Sua jornada nem sempre foi fácil, mas está rendendo bons frutos com o recente sucesso de Parmanu- The Story of Pokhran, filme baseado  no teste  nuclear realizado pelo exército indiano em 1998. John comemorou o bom desempenho:

"Fiquei chocado e encorajado pela resposta que o filme teve. Quero dar crédito ao diretor por tirar o melhor de mim."

Go go, John!

Fonte: Hindustan Times.

Recomeço

Harshvardhan Kapoor não teve um bom início de carreira com o fracasso comercial de Mirzya e está tentando a sorte com seu último filme, Bhavesh Joshi Superhero, que conta a história de amigos que viram justiceiros para lutar contra a corrupção. Harsh tem noção da distância entre a realidade do filme e a sua própria:

"Eu passei toda a minha vida em Mumbai, e mesmo assim esse filme me expôs a regiões que eu nem sabia que existiam. Nós filmamos nas favelas, nas estradas...foi educativo. Este filme é sobre pessoas  que vivem no mundo real e podem não ser tão privilegiadas quanto eu. Mas eu também me importo muito com essas questões."

O filme tem direção de Vikramaditya Motwane (Udaan, Lootera).

Fonte: Masala.

De rainha para rainha

Alia Bhatt está arrasando nas bilheterias com o sucesso de Raazi, onde interpreta uma jovem de Kashmir que passa a atuar como espiã indiana no Paquistão durante a guerra de 1971 entre Índia e Paquistão. A atriz é a protagonista do filme e todos estão impressionados com sua atuação e também com a capacidade de sustentar um filme com seu nome. Kangana Ranaut não poupou elogios à diretora Meghna Gulzar e à Alia:

"Eu realmente gostei de Raazi. Meghna Gulzar fez um trabalho esplêndido. E não tenho palavras para expressar o quanto gostei da atuação da Alia. Ela é tão boa. Acho que Alia é a rainha absoluta. O mundo é dela e estamos apenas vivendo nele."

Queen


Fonte: Hindustan Times.

Denúncia

O ator e produtor Arbaaz Khan foi mencionado no recente escândalo de corrupção envolvendo apostas na IPL, a principal liga de críquete indiana. O apostador Sonu Jalan levantou o nome de Arbaaz, que, em depoimento à polícia, revelou que apostas são seu hobby há seis anos, perdeu dinheiro para Jalan e que foi chantageado por ele. O apostador tem conexões com o gângster Dawood Ibrahim e agora a polícia investigará se outros membros da família Khan estão envolvidos no escândalo.



Fonte: Miss Malini.

Foco

Sonam Kapoor terá bons lançamentos em 2018. A atriz teve um bom desempenho na bilheteria em Padman e será vista em breve em Sanju, The Zoya Factor, Ek Ladki Ko Dekha Toh Aisa Laga e no esperado Veere Di Wedding,  produzido por sua família. Sonam não tem o personagem principal neste filme e não está preocupada.

"Não penso que um filme é um masala, isso ou aquilo...penso apenas se é o tipo de filme que quero fazer, na personagem que realmente gosto de fazer e na qual estou trabalhando.

Não acredito que eu precise fazer a personagem principal. É a personagem que eu mais queria fazer, eu tive a escolha e escolhi a Avni. Funcionou muito bem. Se eu tivesse escolhido a personagem principal, não acho que outra atriz comercial teria feito o filme."

Veere estreou como a terceira maior abertura de 2018 e toda a equipe está em êxtase com o resultado.

Girl power!


Adeus

Após anos de muita especulação, Arjun Rampal e sua esposa Mehr Jesia anunciaram que estão se divorciando. Os dois foram casados por 20 anos e têm duas filhas, de 16 e 13 anos.



Fonte: Hindustan Times. 

Imaturidade

Ileana D'Cruz não teve uma juventude fácil, pois começou a trabalhar no cinema muito cedo, aos 18 anos. A atriz, que hoje tem 30 anos, lembra-se de como era difícil ser tão infantil no trabalho:

"Para mim, estar no set de filmagem era algo enorme, já que nunca havia estado em um e não sabia como os filmes eram feitos. Eu tinha acabado de fazer 18 anos, mas na minha mente ainda tinha 15. As pessoas estavam falando uma língua estranha. Eu tive que fazer coisas  que nunca esperei fazer. Nunca fui de dançar.

Alguns até mesmo me disseram 'Você nunca vai conseguir, você não tem o que é necessário. Você deveria voltar para Goa.' Isso me deixou tão mal, porque em algum nível eu também não acreditava em mim mesma, e ter pessoas dizendo isso era ruim.".



Ileana já chegou a fugir dos sets.  

"Eu era só um bebê! Saí pelos portões do estúdios e chorei sem parar. Falei com a minha mãe e ela disse que eu estava sendo fútil. Ela me deu um sermão sobre eu ter assumido um compromisso, que aquilo era uma realidade e eu não  queria aceitar. Eu havia assinado um contrato."

Alguém mais achou essa história muito esquisita?

Fonte: Hindustan Times.

Reunião

O próximo filme de Kareena Kapoor será produzido pela Dharma Productions. Seu par será Akshay Kumar e ambos interpretarão um casal que está tentando ter um filho. Haverá outro casal na história, mas os atores ainda não foram escolhidos.

Fonte: DNA India.

O amor está no ar

Esta foi uma semana de muitos novos relacionamentos sendo anunciados. O primeiro é o do casal Ranbir Kapoor e Alia Bhatt, que há um tempo já vinham fazendo aparições públicas juntos. Em entrevista à GQ, Ranbir disse que a relação é nova e precisa de tempo e espaço para respirar. Os dois ficaram próximos durante as gravações de Brahmastra, filme de fantasia dirigido por Ayan Mukerji (Yeh Jawaani Hai Deewani).



O segundo ainda não está confirmado e certamente é o casal mais inesperado desde Antônia Fontenelle e Jonathan Costa: Priyanka Chopra e Nick Jonas. Eles não assumiram a relação, mas têm sido vistos juntos em vários eventos.



Fontes: Dailymail, Elle

Poder!

Deepika Padukone estaria aprendendo artes marciais para interpretar uma super-heroína em seu próximo filme. Seria o primeiro filme de Bollywood com uma mulher nesse tipo de papel. Se depois disso vier um filme com a Katrina Kaif como heroína de ação, não terei outros sonhos a realizar.

Fonte: Masala.

Ninguém notou

Sonam Kapoor vai se mudar para Londres. Seu marido, Anand Ahuja, tem um grande negócio e suas atividades comerciais ocorrem na Inglaterra. Os dois estão procurando uma casa e Sonam disse que isso não afetará sua carreira como as pessoas pensam:

"Ninguém percebeu, mas estou sempre em Londres (risos). Eu fico lá por quatro ou cinco meses e depois fico em Mumbai. Então, continuará sendo a mesma coisa. Tenho ido e voltado de Mumbai para Londres nos últimos dois anos. Minha vida não vai mudar muito; o que está acontecendo nos últimos dois anos continuará."

Fonte: Masala.

Emoção

A entrevista dada por Bobby Deol ao canal Film Companion foi o tema mais comentado da semana. Bobby está fazendo seu retorno às telas em Race 3 após anos sem um filme novo. O ator contou de forma muito honesta que não foi mais chamado para novos trabalhos nos últimos anos e que teve que começar a buscar colegas da indústria atrás de trabalho. Ele revelou que passou os últimos anos bastante próximo dos filhos, que foram a razão para não desistir. Bobby acabou se emocionando ao falar do apoio incondicional que recebeu da esposa Tanya.

"Eu queria que eles vissem o pai da melhor forma. Não queria que eles olhassem para o pai e pensassem 'Ele é um perdedor!' ou 'Ele desistiu'. Eu queria ser a inspiração deles, como o meu pai é a minha, e esta é a coisa mais importante para mim e minha esposa, que acredita tanto em mim."


O ator quase se tornou alcoólatra durante a fase ruim da carreira. Salman Khan o ajudou com o papel em Race 3 e o futuro parece promissor para Bobby, com Housefull 4 e Yamla Pagla Deewana Phir Se a caminho.

Torcendo pelo seu sucesso!

Fonte: Film Companion.

Era uma vez em Bolly

Hoje vamos viajar para 1999, ano de início do namoro entre Aishwarya Rai e Salman Khan durante as filmagens de Hum Dil De Chuke Sanam. Em 2001 vizinhos relataram que o ator passou horas batendo furiosamente na porta do apartamento dela e que ameaçou pular de um prédio se ela não abrisse. Os pais de Aish nunca aprovaram a relação. Em 2002 o romance havia terminado e Salman não parecia disposto a aceitar essa realidade, como Aish revelou em uma explosiva entrevista ao Times of India:

"Depois que terminamos, ele me ligava e ficava falando besteiras. Ele também suspeitava que eu tivesse casos com meus colegas de cena. Eu fui ligada a todos, de Abhishek Bachchan a Shahrukh Khan. Houve momentos em que Salman foi fisicamente agressivo comigo, por sorte sem deixar marcas. E eu ia trabalhar como se nada tivesse acontecido."


Salman disse que jamais bateu na namorada. Nesta mesma época Aish estava gravando Chalte Chalte com Shahrukh Khan. Salman invadiu os sets de filmagens acusando Shahrukh de estar dando em cima de sua namorado. insistindo que a namorada fosse embora com ele, criando uma confusão nas gravações e até mesmo brigando com Shahrukh Khan. Aish acabou sendo substituída por Rani Mukerji. O término conturbado levou Sanjay Leela Bhansali a engavetar o projeto de Bajirao Mastani, que só viria a ser realizado mais de uma década depois por Aish se recusar a trabalhar com o ex-namorado. A atriz declarou:

"Pelo meu bem-estar, minha sanidade, minha dignidade e auto-respeito da minha família, eu não trabalharei com Salman Khan. O capítulo do Salman Khan foi um pesadelo em minha vida e agradeço a Deus por ter acabado. Mantive um silêncio digno sobre ele e suas atitudes erradas, mas ele (sua família e amigos) repetidamente atacou o respeito, a dignidade e o orgulho meus e da minha família fomentando rumores.

Eu fiquei ao lado dele mesmo com seu mau comportamento alcoolizado nas piores fases, e em troca eu recebia seu abuso (verbal, físico e emocional), infidelidade e indignidade. É por isso que, como qualquer mulher que respeite a si mesma, eu terminei minha relação com ele há quase dois anos."



O assunto ganhou ainda mais força em 2003, quando Vivek Oberoi convocou a famigerada coletiva de imprensa em que denunciou o comportamento abusivo de Salman. O ator estava em um relacionamento com Aishwarya que nunca foi assumido publicamente e falou para toda a mídia que Salman ligou 41 vezes para sua casa ameaçando bater nele e matá-lo. Salman não se pronunciou sobre o caso e a carreira de Vivek nunca mais foi a mesma após o evento. Aish se afastou de Vivek e casou-se com Abhishek Bachchan em 2007. Salman permanece solteiro.

Fontes: Times of India, Times of India, Rediff, Times of India, Masala



Dum Laga Ke Haisha (2015)


Os anos 90 foram coroados pela ostentação da riqueza em Bollywood. A época nos presenteou com musicais em mansões grandiosas, sáris caríssimos e viagens pela Europa, cenário que não mudou muito no início dos anos 2000. Na última década, entretanto, houve uma forte mudança nos padrões de histórias contadas na indústria, trazendo desta vez personagens mais acessíveis e parecidos com o público que os assiste, com a classe média indiana vendo a si mesma e seus desejos materiais nas figuras dos atores e atrizes. 

Ayushmann Khurana é um ator que parece vir se especializando nesse tipo de personagem simples e próximo de nós, reles mortais. Um dos seus filmes de maior sucesso foi Dum Laga Ke Haisha, em que interpreta Prem, jovem que ajuda o pai em sua loja de fitas cassete e que não apresenta grandes perspectivas de futuro por não ter conseguido terminar a escola. Sua família precisa aumentar a renda e para isso o obriga a entrar em um casamento arranjado com Sandhya (Bhumi Pednekar), jovem com os estudos completos e que poderá ajudar a família com seu salário de professora. Prem se casa completamente infeliz por não sentir atração pela noiva que é acima do peso. Todo esse cenário aumenta sua frustração por não ter um bom emprego ou uma bela esposa para mostrar aos amigos, levando a conflitos no casamento.


A forma excessivamente prática como a instituição do casamento é apresentada entra em conflito direto com a visão romantizada que a maioria dos filmes de Bollywood costuma nos mostrar. Aqui o casamento é visto principalmente em termos financeiros, mas não da forma dramática como é mostrado em filmes que criticam a cultura do dote, por exemplo. A noiva é escolhida para aumentar a renda da casa e também para dar um rumo à vida do filho. Os conflitos familiares da família de Prem mostram que se espera docilidade e trabalho duro de uma moça recém-casada, lugar que Sandhya recusa a assumir. Sheeba Chaddha está especialmente boa como a tia amargurada por seu casamento não ter dado certo e estar morando com o irmão. Suas trocas de palavras com a esposa do sobrinho são maldosas e gordofóbicas, cabendo à ela de forma bastante natural e não vilanesca a função de mostrar à Sandhya a real visão da família sobre seu corpo e suas funções naquele ambiente. Sanjay Mishra e Alka Amin estão bastante divertidos como os pais dramáticos e invasivos de Prem. O excesso de interferência nas vidas uns dos outros, incluindo até mesmo a vida sexual do filho, é um retrato leve e divertido do que talvez seja a família estendida real - e essa realidade parece bem menos amorosa e cor-de-rosa do que aprendemos nos filmes de Karan Johar. 


A gordofobia em relação à Sandhya é o principal tema do filme. Seu corpo é visto como algo feio e aversivo, sem nenhuma qualidade e anulando todo o resto da sua personalidade - Prem vê Sandhya como um corpo que despreza e nada mais. É neste ponto que a construção da personagem encanta, pois Sandhya ama a si mesma e tem orgulho tanto de sua beleza quanto de sua inteligência. Ela é a única que se vê como uma pessoa inteira e digna de respeito e amor, em nenhum momento aceitando a visão estreita e limitada de mulher que tentam lhe passar. Em breves cenas vemos que até mesmo seu irmão menor zomba de seu corpo, o que nos sinaliza que em uma possível história prévia da personagem veríamos que sua batalha pelo amor próprio teve início dentro de sua própria casa.  Para além de seu corpo, a jovem também tem que defender seu direito a ter educação formal, pois o fato de ser formada e mostrar qualquer conhecimento é colocado como manifestação de sua arrogância, especialmente por ser mais educada que toda a família do marido. Ela serve para a família por poder trabalhar graças ao seu diploma, mas esse mesmo diploma é usado contra ela. Sandhya é inteligente e forte, mas também é sexual e não hesita em fazer o que puder para ter uma vida de casada saudável. Bhumi Pednekar transmite as diversas facetas de sua personagem e a conduz desde a ilusão alegre do início do casamento até perceber a rejeição do marido e interesses de sua família com bastante sensibilidade e humor, de forma que a segurança de Sandhya não soe artificial ou panfletária. 

O Prem de Ayushmann inicialmente não me pareceu bem interpretado por não conseguir transmitir com clareza os sentimentos do personagem, porém ao longo do filme fica mais evidente que tal confusão é característica da falta de objetivos do rapaz. Ele vivencia uma frustração enraivecida que a todo momento é ativada pela esposa, que tem foco e muito mais força do que ele jamais teve e cuja presença o faz lembrar-se disso regularmente. A firme recusa de Sandhya em se invisibilizar para não ser motivo de vergonha para ele  reforça sua fraqueza e conforme a história progride e Prem começa a compreender o que deseja da vida, menos confusas parecem as emoções do personagem.

A construção do amor entre o casal é lenta e muito mais baseada no respeito mútuo e amizade que em alguma explosão romântica inesperada. A partir do momento em que não existe mais pressão para que fiquem juntos e cada um pode escolher seu próprio caminho, a falsidade e grosseria familiar vai sendo substituída por gentileza e sinceridade. A caminhada pelo romance é tão leve que não pesa sobre quem está assistindo. Em meio a todas as opiniões de familiares, eles criam seu próprio mundo de honestidade e carinho. Infelizmente essa fase é muito curta e não pudemos ver tanto da evidente química entre Bhumi e Ayushmann, mas o pouco que aparece nas eletrizantes cenas finais já vale muito a pena - quem não ficou gritando e batendo palmas com a adrenalina daquele momento inesquecível na história do cinema indiano, brilhantemente envolvido pela canção Dum Laga Ke Haisha?


Dum Laga Ke Haisha é uma jornada um pouco mais próxima da realidade do que o costume, mas com suficientes afeto e descontração para que a experiência de ver um filme comercial não seja perdida. A direção de arte contribuiu muito para ambientar a simplicidade da classe média indiana e cada detalhe simples de um pequeno quarto ou humilde cozinha chama tanta atenção quanto os cenários grandiosos de outros filmes. O coração desse filme está nas atuações brilhantes de todo o elenco, com destaque para Bhumi Pednekar, com uma estreia impressionante e sensível nos cinemas. É gostoso ver histórias sobre preconceitos reais em que as pessoas que sobrevivem em meio a tamanho ódio gratuito sejam mostradas também em sua força, coragem e inteligência. Fiquei triste quando o filme acabou por já sentir saudades dos personagens, como só ocorre nas boas histórias - e serei eternamente grata ao diretor Sharat Katariya e a todo o elenco por me sentir assim. É por esse tipo de transformação nas telas, mesmo que tímida, que cada vez amamos mais Bollywood. Agora o homem comum também é estrela.

Bollywoodcast # 3: Shahrukh Khan

É com muita alegria que trago mais um episódio do Bollywoodcast para vocês! Isa do Mania de Bolly e eu falamos sobre Shahrukh Khan, fazendo um passeio por sua carreira como ator e também produtor. Uma fofoca ou outra acabou saindo e também respondemos às perguntas que vocês mandaram no Facebook. Espero que se divirtam tanto quanto nós nos divertimos gravando. Acessem o episódio aqui.

As grandes produtoras de Bollywood

Em todo início de filme somos apresentados às produtoras que investiram seu tempo e dinheiro na esperança de que aquela obra seja um novo sucesso de bilheteria. Vários artistas possuem suas próprias produtoras, como Shahrukh Khan (Red Chillies Entertaiment), John Abraham (JA Entertainment), Aamir Khan (Aamir Khan Productions) e Anushka Sharma (Clean Slate Films), que produziram clássicos como Lagaan e Om Shanti Om ou inovações como Vicky Donor e NH10. Hoje conheceremos algumas das produtoras mais famosas de Bollywood, não associadas a produzir filmes apenas para atores específicos.


RAJSHRI PRODUCTIONS




Esta é uma das mais tradicionais produtoras da indústria, lançada em 1962 por Tarachand Barjatya. O foco desde o início e mantido até os dias de hoje por seus netos Sooraj Barjatya e Kavita Barjatya é na produção de filmes voltados para o público familiar, com transmissão de firmes valores morais para os espectadores. Podemos facilmente reconhecer os filmes da Rajshri pelas cenas e musicais com rituais tradicionais do hinduísmo.

O primeiro filme da produtora foi Aarti (1962) e o primeiro grande sucesso veio dois anos depois, com Dosti, que trouxe atores praticamente desconhecidos. Em 1989, Sooraj Barjatya aventurou-se na direção com Maine Pyar Kiya, filme de estreia de Salman Khan. A mesma dupla de diretor e ator reuniu-se novamente em 1994 com Hum Aapke Hain Kaun...!, filme que revolucionou o cinema indiano ao trazer novamente as famílias para as salas de exibição ao afastar-se das temáticas violentas do cinema da época, com uma história sem agressividade ou vilões. O filme representou uma revolução no cinema indiano, revigorando uma indústria em franco declínio e redefinindo o que se entendia por blockbuster.


A Rajshri experimentou lançar alguns filmes com temática mais contemporânea, como Main Prem Ki Deewani Hoon (2003) e Isi Life Mein (2010), mas não obteve sucesso na empreitada. Eles têm lançado poucos filmes nos últimos anos, com destaque para os sucessos Vivah (2006) e Prem Ratan Dhan Payo (2015).


VISHESH FILMS




Os irmãos Mahesh e Mukesh Bhatt abriram a empresa em 1986 e a nomearam em homenagem ao filho de Mahesh, Vishesh. Os dois irmãos dirigiram os catorze primeiros filmes da produtora, entre os quais destacou-se o romance Aashiqui (1990), que anos depois receberia um remake. Nos anos recentes a produtora tem lançado filmes de baixo orçamento, alguns com temática sexual e de terror, como os thrillers eróticos Raaz (2002), Murder (2004) e Jism (2003). Todos esses filmes tiveram sequências, outra característica atual da produtora. O ator Emraan Hashmi, sobrinho de Mahesh e Mukesh, é bastante associado à imagem da Vishesh por ter estrelado quinze filmes dela.



YASH RAJ FILMS


Todo ator novato sonha com uma estreia na glamourosa e colorida YRF, companhia fundada pelo lendário diretor Yash Chopra em 1970. Hoje a empresa conta com uma estrutura grandiosa que controla todo o processo de elaboração de seus filmes, desde a produção até a distribuição, marketing e afins. Seu primeiro filme foi Daag: A Poem of Love (1973), dirigido pelo próprio Yash Chopra, que também dirigiu numerosos sucessos para sua empresa como Kabhi Kabhie (1976), Chandni (1989) e Veer-Zaara (2004). A YRF exerceu importante papel de sucesso na carreira de Shahrukh Khan com Dilwale Dulhania Le Jayenge (1995), dirigido por Aditya Chopra, filho de Yash. A companhia é hoje dirigida pela família, com os irmãos Aditya e Uday Chopra e sua mãe Pamela no comando. A esposa de Aditya, Rani Mukerji, também faz parte da direção. O gerenciamento da empresa é em sua maioria familiar, com exceção do vice-diretor Aashish Singh.



As comédias românticas dos últimos anos da empresa foram responsáveis pelo lançamento de atores famosos como Anushka Sharma, Parineeti Chopra e Ranveer Singh. É comum a YRF lançar novas estrelas com um contrato de três filmes, o que mantém a imagem dos atores associada à marca. Apesar de a imagem principal da empresa ainda ser associada ao romance, a série Dhoom e filmes recentes de Salman Khan como Sultan e Ek Tha Tiger também são interesses da produtora.

UTV MOTION PICTURES




A UTV foi fundada em 1996 pelo casal Ronnie e Zarina Screwvala, sendo parte do conglomerado empresarial da UTV Software Communications. Seu primeiro filme foi a produção indo-canadense Such a Long Journey (1998), dirigido pelo canadense Sturla Gunnarsson. A produtora se destacou por seu estilo executivo e urbano, diferenciando-se das tradicionais produtoras familiares de Bollywood pela visão comercial estratégica e colocando-se como protagonista do processo de profissionalização da produção de filmes em Bollywood. O primeiro grande sucesso de público e crítica veio em 2006 com o drama social Rang de Basanti e nos anos seguintes houve investimento em outras obras com temáticas ousadas, como a indústria da moda em Fashion (2008). A empresa faz muitas parcerias para co-produção com outras produtoras, tendo assim participado de sucessos como Dangal (2017) e Chennai Express (2013).



NADIADWALA GRANDSON ENTERTAINMENT PVT LTD



A família Nadiadwala está no ramo do cinema desde 1955 e o primeiro filme produzido por ela foi Inspector (1956). A família já está em sua terceira geração na indústria, sendo Sajid Nadiadwala o responsável pela retomada dos negócios. Ele abriu e nomeou a empresa em 2005 ao tornar-se produtor independente e desde então a produtora destaca-se principalmente pelos filmes de comédia e ação, como Hey Babyy (2007), Judwaa (1997), Heropanti (2014) e a série Housefull. Sajid estreou como diretor em 2014 com o blockbuster Kick (2014). Os dramas Tamasha (2015) e Rangoon (2016) foram duas incursões recentes da empresa no gênero dramático, mas não tiveram bom desempenho. Os filmes comerciais de massa seguem sendo o carro-chefe da empresa.



DHARMA PRODUCTIONS




Yash Johar fundou a Dharma em 1976 e teve bastante sucesso com Dostana (1980), estrelado por Amitabh Bachchan e primeiro filme da Dharma. O sucesso não foi repetido pelos 18 anos seguintes, tendo a companhia amargado sucessivos fracassos na bilheteria até o momento de o filho de Yash, Karan Johar, lançar seu primeiro filme, Kuch Kuch Hota Hai (1998). O imenso sucesso comercial do filme recolocou a Dharma no mercado, posição que foi fortalecida pelo segundo filme de Karan, Kabhi Khushi Kabhie Gham (2001). Yash faleceu após o lançamento de Kal Ho Naa Ho (2004), que também foi um enorme sucesso de bilheteria. Karan não tinha conhecimentos do gerenciamento da empresa, mas assumiu a direção da Dharma após a morte do pai e convocou seu amigo Apoorva Mehta para ajudá-lo.


Karan revolucionou a direção artística da empresa, inserindo em seus filmes temas pouco explorados pelo cinema comercial como a homossexualidade em Dostana (2008) e infidelidade conjugal em Kabhi Alvida Naa Kehna (2006). As comédias românticas jovens e urbanas são a principal característica da empresa, além do lançamento de novos diretores como Karan Malhotra em Agneepath (2012) e Punit Malhotra em I Hate Luv Storys (2010). Recentemente também houve incentivo ao lançamento de jovens atores, com destaque para o trio Alia Bhatt, Sidharth Malhotra e Varun Dhawan em Student Of The Year (2012).

VINOD CHOPRA FILMS




O diretor Vidhu Vinod Chopra lançou sua própria empresa em 1985 com o filme Khamosh. Seu próximo lançamento foi Parinda (1989), que também dirigiu e fez enorme sucesso de público e crítica, mudando a representação da violência no cinema indiano. Os próximos lançamentos da produtora foram também dirigidos por ele, o que mudou em 2003 com Munnabhai M.B.B.S, sucesso estrondoso de Rajkumar Hirani. Hoje ele é responsável pelos enormes sucessos comerciais da produtora, como 3 Idiots, Lage Raho Munna Bhai e P.K.



BALAJI MOTION PICTURES


O ator Jeetendra deu início à Balaji em 2001, sendo ela uma subsidiária da sua empresa Balaji Telefilms, fundada em 1994 e focada na produção de conteúdo para a televisão, como telenovelas e reality shows. A companhia é totalmente dirigida pela família, tendo na direção a esposa de Jeetendra, Shobbha Kapoor, e seus filhos Tusshar e Ekta. 


Ekta Kapoor foi a responsável pela entrada da família na produção para cinema com o fracasso comercial Kyo Kii... Main Jhuth Nahin Bolta (2001). O primeiro sucesso veio em 2005 com Kyaa Kool Hai Hum, a primeira comédia sexual da indústria. A partir de 2007 foram feitos investimentos em filmes com temáticas mais pesadas que chamaram a atenção da crítica, como  Shootout at Lokhandwala, Love Sex Aur Dhoka e Shor In The City. Em 2011 público e crítica ficaram impressionados com a biografia da atriz Silk Smitha em The Dirty Picture. Os últimos anos trouxeram alguns sucessos, como Main Tera Hero (2014) e Udta Punjab (2016) e o investimento em comédias sexuais segue firme.

E aí, percebeu que alguma produtora é responsável pela maior parte dos seus filmes favoritos? Conte qual!